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Prof. Marcelo Visintainer Lopes
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terça-feira, 28 de julho de 2020

Aprender a velejar um barco de oceano? Saiba como...


Escola de Vela Oceano - Veleiro Escola Oceano VI sendo montado


Por Marcelo Visintainer Lopes
Instrutor de vela - Escola de Vela Oceano


Independente do modelo de aprendizado que você escolher, o mais importante é começar pelo começo que seria experimentar e testar.
Meu propósito não é dizer qual a melhor maneira para aprender e sim fazer você refletir um pouco sobre a importância de estabelecer uma ordem, como se você fosse escrever o seu “plano de ação”.
Começo de trás para frente pelas habilitações da Marinha, já que este é o primeiro equivoco mais comum.

Este é o exemplo mais clássico de como começar ao contrário.
A ordem normal das coisas é:
1º Sonhar com um veleiro
2º Descobrir se vai gostar;
3º Aprender a velejar;
4º Comprar um barco, alugar ou tripular;
5º Pensar na habilitação que você irá necessitar para a sua atividade principal e ir subindo de categoria caso necessário.

Para que serve a habilitação se você não vai usar? 
Tem uma pá de gente que passa um ano inteiro estudando para realizar os três exames (Arrais, Mestre e Capitão) e depois descobre que enjoa em cima do píer (sem nem pisar no barco).
Será mais um Capitão formado que nunca entrou em um veleiro?
Vai lá e experimenta primeiro!
Não coloque sua energia em coisas fora da ordem.
Voltando ao título da postagem: como você pretende aprender?
Tutoriais no Youtube, livros, dicas dos grupos de vela, aulas práticas, cursos teóricos ou dicas de amigos?
Uma das primeiras coisas que a pessoa faz quando começa a sonhar com um veleiro é procurar entrosamento com pessoas do meio e os “grupos de vela” são os meios mais procurados.
Lá são discutidos diversos assuntos relacionados à náutica e muitas das discussões começam a partir das perguntas dos seus membros.
Perguntas do tipo: o que você prefere?
Monocasco ou catamarã, Fast 230 ou Brasília 23’, O’day 23’ ou Atol 23’ etc.
Após ler uma centena de comentários você realmente passa a acreditar que uma coisa é melhor em detrimento de outra.
O pessoal do grupo gentilmente demonstra sua opinião em função do tema, mas o faz, na grande parte das oportunidades, baseada nas suas crenças e experiências.
Se o comentário partir de uma unanimidade na vela é uma coisa, mas como você ainda não possui condições de descobrir o conhecimento técnico daquela pessoa é muito improvável que você consiga filtrar as respostas. Neste caso, o excesso de informação pode levar você a realizar uma escolha equivocada.
Então fique esperto!
Sobre o aprendizado virtual...
Os vídeos tutoriais foram uma invenção fantástica. Eles desmistificaram o ensino de diversas atividades, possibilitando a realização de tarefas bastante complexas.
Na apresentação de práticas esportivas ao ar livre e de modalidades que possuem alguma taxa de risco (onde a segurança é primordial), eu entendo que os tutoriais não são a melhor alternativa de aprendizado.

Explico com dois exemplos:
1. Seria possível assistir um tutorial sobre a prática do Rapel e depois ir para a montanha praticar.
2. Seria possível assistir um tutorial sobre mergulho com cilindro e depois ir para o fundo do mar com sua família?

Depois você me responde...
Por se tratar de uma prática na água e, muitas vezes, longe de recursos que forneçam algum abrigo, o esporte da vela engloba diversos protocolos de segurança. Sem eles as coisas poderiam rapidamente fugir do controle.
Na primeira rajada de vento mais forte, quando o barco adernar, provavelmente você perderá o controle da situação e logo seu psicológico será abalado.
Tutoriais poderão servir muito bem para ensinar coisas pontuais a bordo, mas a arte de dominar o leme e acertar todo o conjunto para enfrentar qualquer condição de vento e mar é uma questão bem mais complexa.
É por isto que insisto em dizer que tudo tem uma ordem correta.
O difícil é convencer as pessoas que estão acostumadas a inverter o sentido e tornar as coisas mais difíceis.
Tá com dúvida?
Não sabe?
Então me pergunta.
Foram muitas as vezes que eu consegui intervir a tempo, mas também foram muitas as vezes que já não havia mais o que fazer...
A grandiosidade dos temas envolvidos na marinharia e a complexa responsabilidade de um comandante demonstram como é importante a ajuda de alguém que conheça o assunto mais que você.
Tenho uma história de infância que ilustra um pouco isto: fui empurrado (não me perguntaram se eu queria) pelos meus pais para as raias de regata logo depois que sai da escolinha de vela do Veleiros do Sul.
Naquele tempo não havia treinador e só havia um barco de apoio. Bastava sumir da vista do marinheiro que pilotava aquela embarcação e você estava fadado a voltar sozinho para o clube (remando na calmaria ou morrendo de medo em um temporal).
Não tive nenhuma ajuda naquele início e sei o quanto é duro olhar para o lado e não ver ninguém para te ajudar. Os velejadores mais velhos só zoavam e deixavam os pequenos aprender na marra.     
Minha carreira de instrutor de vela iniciou quando eu tinha 17 anos e desde então eu ajudo e dou apoio em tudo que está relacionado com a vela.
Se você precisar de algo me chame no whatsapp (48 988113123).

Bons ventos!



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